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Os valores das coisas...

Há coisas que eu não entendo. Cada vez tenho mais surpresas com as pessoas e com a vida, foi quando comecei a constatar isso que percebi que me estava a tornar numa quase-adulta. Cada vez mais as pessoas são distantes e superficiais, estão pouco interessadas em relações duradouras e profundas e não é só no plano amoroso mas também no da amizade. Reparo isso na minha turma, apesar de gostar muito deles há uma característica comum em alguns deles que me faz alguma confusão e total incompreensão. Essa característica é o facto de fazerem tudo em cima do joelho, de assumirem relações como quem muda de camisa, de mudar de parceiro ou de gostos a uma velocidade alucinante.
Toda esta maluqueira das relações descartáveis (em todas as idades, mas principalmente na minha) fez-me pensar que talvez seja tudo assim hoje e que eu, com apenas 15 anos, seja demasiado conservadora comparando com eles. Serei complicada demais?
Eu, para assumir uma relação, preciso de gostar de uma pessoa, ter a certeza de que é aquilo que eu quero, saber se a pessoa corresponde e me respeita e conviver muito com ela, estabelecer uma relação de amizade prematuramente. Tudo isto se dá de uma forma natural, não é nada premeditado e metódico. É qualquer coisa que vai acontecendo, envolvendo a sua magia, mas é algo essencial, gosto de conhecer bem as pessoas com que estou até porque o conhecimento é algo fundamental ao amor, penso eu de que.
O que me espanta mais é que, para eles, o natural não é todo esse processo (mais ou menos rápido) mas sim as coisas acontecerem apenas por interesse. Por exemplo, na visita de estudo conheci pessoas da outra turma que ia com a nossa, pessoas muito fixes. E pedi o e-mail de alguns deles a pessoas que também os conhecem, pedi o de um deles a uma amiga e ela disse-me apenas isto: “Mas porquê? Vais andar com ele?”. E eu, sem saber o que dizer, fiquei para ali de boca aberta e percebi que para eles tudo se resume a isso, a interesses físicos e instantâneos, que tudo começa e acaba assim, num curto espaço de tempo. O que me surpreende ainda mais é o facto de tomarem isso não como “curtes” mas como namoros bastante importantes, normais e sérios.
É perante isto que eu me sinto confusa, não percebo o que se passa na cabeça destas pessoas, ou se serei eu que estou complicada demais. Alguém me dá uma luz?

3 comments

sabes mana, de ha uns tempos para ca tenho colocado a mim mesma esta mesma questao. POr vezes com o que vejo, csg sentir-me tao deslocada deste mundo. Afinal, seremos nós demasiado a frente ou conservadoras...ou será o ser humano demasiado perdido?
Eis uma boa questao..

"...como esta musica produto acabado
da sociedade de consumo imediato..."


È mesmo assim as pessoas estão cada vez mais desligadas umas das outras, e isso nota se muito mais porque os meios de contacto são muito maiores! Hoje temos telmove, telefone msn irc e estamos cada vez mais sozinhos, tenho amigos que deixei de ver porque eles não tem tempo... incrivel já não se tem tempo para os amigos...Não sobrinha não é da vossa idade, antes fosse.... se fosse só da vossa idade estaria o mundo bem melhor.

beijo

Infelizmente no mundo globalizado e cada vez + atomizado em que vivemos se dá uma maior valorizaçao ao imediato.Isso passa-se em todas as geraçoes.
Beijo piminha linda d eu!

P.S. Enquanto houver pessoas que pensem cm tu o mundo ñ estará perdido.

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